“When you got nothing, you got nothing to lose.
You're invisible now, you got no secrets to conceal.”
A verdade é que eu sou apenas um rapaz solitário e triste. O que me faz ser tão estranho e distante? Isso é algo que ainda não sei absoluta resposta, porém sigo adiante. Sei que gosto dos prazeres simples, como ouvir o Dylan cantar Like a rolling stone ou Mr. Tamborine Man enquanto decifro o sarcasmo do Machado ou o onirismo do Kafka ou mesmo o cinefilismo do Bazin, curtindo o delicioso cheiro dos livros velhos. Gosto dos poemas do Drummond declamados com a sensibilidade da Cecília ou com o tom sombrio do Allan Poe.
Adoro o marxismo do Glauber, a avacalhação do Sganzerla, a simplicidade complexa e a elegância do Clint, as lendas do Ford que se tornam verdade e moldam a sociedade, a misoginia do Hawks, o realismo do Renoir, a montagem intelectual do Eisenstein, a estranheza política do Leone, o bucolismo da relva e a ruralidade do Mauro, a magia do Méliès, a militância do Godard, o surrealismo, o dadaísmo e as afrontas do Buñuel, a nostalgia do Fellini, a inteligência e a ironia do Hitchcock, o amor pela vida do Chaplin, as provocações do Kubrick e do Pasolini, a psicanálise do Bergman, a “pompa” e a paixão pela arte do Welles.
Do resto desconfio e tenho reservas, tal como tenho da vida, dos rumos do mundo e das pessoas, que parecem a cada dia tornarem-se mais trogloditas. Quem sou eu para falar qualquer coisa? Sou somente, como disse anteriormente, um rapaz triste e solitário, de alma arcaica e atormentada, que se acha um poeta e no fim não é nada.
2 comentários:
Nossa tempo q não lia seu blog =)
Nossa tempo q não lia seu blog =)
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