Era uma vez um poeta de rimas óbvias,
de emoções por demais simplórias.
Cantava sobre realidades ilusórias.
E esse poeta era eu.
Enquanto os outros diziam algo sem rodeios,
eu seguia no caminho dos floreios.
Os outros prestavam odes ao sangue.
A mim importava o breve instante.
Nem eu nem os outros éramos melhores ou piores.
Éramos apenas indistintos senhores,
cada qual com olhares inquietos sobre os interiores.
A mim importavam os sentimentos, as emoções.
Os outros se motivavam pelos ferimento, pelos esbarrões.
E como nos enxergávamos?
Nesse ponto, ambos concordávamos,
pois o poeta se vê sempre como mero estranho,
como alguém que não se encaixa nesse mundo mundano.
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