O que esperar do amanhã
se hoje,
agora,
neste momento,
os genocidas
e seu contente descontentamento
não distinguem vida de morte!?...
A vida chacina,
viver é perigoso...
Os fascismos e os fascistas do cotidiano
matam exitosos
enquanto sentimo-nos hesitosos
para sair após o caos.
Restará mundo,
redondo mundo,
após a indigente-demia?
Ou não restarão vidas
para contar a história
da sangrenta mito-mania?
Esse é o plano
dos ideólogos de uma plana terra,
dos generais e capitães
com suas artilharias de brinquedo
que brincam com as vidas
como crianças perversas com lupas e formigas...
Seguirá o baile tirânico do Príncipe Próspero,
ditoso em ditar uma ditadura
de vidas que matam
e não mais estarão
no redondo mundo?
Choro e desespero...
Engano e desengano...
O palhaço e sua ferradura que ferra...
Povo infecundo...
No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
quinta-feira, 14 de maio de 2020
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