sexta-feira, 11 de maio de 2018

Ser humano, ser urbano




Carros carros,
caros carros,
vastos carros...
mastodônticos carros.

Para que tantos carros,
baratos e caros carros,
pergunta minha claustrofobia ansiosa.
Porém a prática não pergunta nada.

São infinitos carros.
Mais parecem hordas de baratas do esgoto.
Já as pernas são infinitesimais,
são invisíveis como a natureza.

Carro carro sem fim carro,
se você se chamasse Ricardo,
seria mais uma rima, não um problema.
Carro carro sem fim carro,
mais infinito é o capitalista sistema.

Sigo relutante,
com a memória da arte do mundo,
acreditando na força do poema.

Nenhum comentário:

O duplo sete anos de azar

Quem luta com monstros deve ter cuidado para não se tornar um monstro. E se olhas demoradamente um abismo, o abismo olha para dentro de ti. ...