No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Desmotivo
Eu choro porque o pranto existe
e a minha vida está incompleta.
Sou eternamente triste:
afinal sou poeta.
Inimigo das coisas fugidias,
não sinto gozo, apenas tormento.
Atravesso noites e noites
no relento.
Se morro ou me mato,
se me humanizo ou me torno rato
– não sei, não sei. Não sei se é tormento
ou fato.
Sei que choro. E o choro é tudo.
Tem sangue a jorrar em cascata.
E um dia sei que esse pranto será mais fundo:
– será o nada.
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