quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Desmotivo

 
Eu choro porque o pranto existe
e a minha vida está incompleta.
Sou eternamente triste:
afinal sou poeta.

Inimigo das coisas fugidias,
não sinto gozo, apenas tormento.
Atravesso noites e noites
no relento.

Se morro ou me mato,
se me humanizo ou me torno rato

não sei, não sei. Não sei se é tormento
ou fato.

Sei que choro. E o choro é tudo.
Tem sangue a jorrar em cascata.
 E um dia sei que esse pranto será mais fundo:

será o nada.


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