sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Lua


Lua nua despida de luz,
escura e crua que nada reluz.
A crueza de seu coração é minha verdadeira cruz.

Sisuda Lua de trevas,
onde foste esconder seu sorriso de múmia?

Sua sombra de fantasma,
vinda de não sei quais selvas,
vive a perseguir-me sem fim, 
e eu aqui preso em minha gelada neblina turva.

Lua, por favor, não me destrua.
Sou seu eterno servo.
Ó Lua, conceda-me poderes de druida,
para que eu cure a humanidade obscurecida por essa bruma.

Permanecerei por aqui,
em infindável súplica,
até que conceda-me tal desejo divinamente iluminado.

Morrerei de joelhos,
diante de seus pés,
e serei plantado na terra,
onde constarão as palavras:
aqui jaz o homem que amou a Lua.

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