sábado, 9 de março de 2013

À meia-noite (Esqueço)

Lembro-me de lembrar o que esqueci.
Todavia, do que me lembro?
Parece o passado tão distante.
Onde ele andará?

E por aqui permaneci.
Parece tudo tão escuro, gélido, seco e em eterno meandro.
Sem você por perto nada mais é relevante.
Onde você estará?

Sem alma vivo e até hoje vivi.
Meu universo é um sem perdição antro.
Não mais enxergo e nada mais me é cativante.
Onde meu espírito se encontrará?

Vi à minha frente apenas uma luz branca e, assim, a segui.
Ela levou-me a um qualquer canto (oh, o pranto).
Agora tudo é tão mortificante (e dilacerante).
Quando o fim chegará?

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