Na silenciosa madrugada,
o maldito vento vem atormentar-me,
e junto dele chega um horrendo espírito a questionar-me.
Eu
"Quem sois tu ridículo espectro?
Carregas tu um horrendo aspecto."
Espírito
"Sou apenas teu passado a assustar-te.
Sou apenas isto e nada mais."
Eu
"Isto, isso ou aquilo a irritar-me.
E de que importa se os pecados são presentes ou imortais?"
Espírito
"Importa-me a vida, a morte, o passado, o futuro e nada mais."
Eu
"Leve minha alma, dê-me eternidade imortal."
Espírito
"Satisfaço-te o desejo e o deixo a aproveitar o lado da vida carnal."
No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
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