Houve
uma época onde os seres eram intolerantes,
em que você
era por demais maçante
e eu um
mero inseto tratante.
Nossas
vidas eram mais calmas,
as expectativas
não tão altas,
e o
sistema não devorava tantas almas.
Hoje me
sinto sem rumo.
Vivo em
um caminho profundo,
em uma
estrada onde o fim parece distante e moribundo.
Amigo,
onde está você quando mais preciso?
Provavelmente
ocupado em algo mais importante,
e eu
aqui nesse deserto degradante,
à margem
daquilo que se considera um risco.
Enquanto
você pensa em ter,
eu fico
por aqui buscando o que ser.
Não
quero dinheiro,
nem ser
um messias do vazio mundo em desespero.
Não me
importa o respeito.
Sigo na
linha do presente,
com o
futuro mais parecendo o passado imperfeito.
Permaneço
em meu canto sem me preocupar,
não
quero a nenhum lugar chegar.
À
espera da morte vou continuar,
e de
você apenas me afastar.

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