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Poema de Daysi Pacheco e Jefferson Assunção escrito em uma noite quente de
quinta-feira em longa conversa por WhatsApp
Queria fazer parte do
céu.
Me fundir a ele, perdurar pela eternidade da beleza
e mergulhar no sempre azul-marinho desse céu.
Me fundir a ele, perdurar pela eternidade da beleza
e mergulhar no sempre azul-marinho desse céu.
Céu céu vasto céu,
queria me fundir ao azul
como a abelha está ligada
ao mel.
Que este momento
sobreviva à idade da natureza,
pois eu quero viver até o
fim dos tempos.
Quero abraçar o vento e a noite
para todo o sempre
e sempre, amém.
Seja por fado ou réquiem,
seja por bolero ou sonata,
Seja por fado ou réquiem,
seja por bolero ou sonata,
seja por adágio ou
guitarra.
A lua será nossa testemunha
e as estrelas nossas
cúmplices.
Que elas enxerguem,
Que elas enxerguem,
nas sombras,
o amante de todos os
tons.
As nuvens brancas nada têm
de puras,
pois são amantes do azul
do céu
em uma eterna explosão
orgiástica de beleza
que ilumina o mundo
sem que o mundo de fato
se aperceba.
A luz é amante das
sombras.
Sempre clara e coesa,
traz à superfície o seu
império
e rastros de nobreza.
Essa mesma luz
ilumina a escuridão
escura
das almas transitantes
sem rumo.
Ela nasce de forma
forçada a fórceps
após uma gestação incômoda.
Quer mergulhar na madrugada,
Quer mergulhar na madrugada,
rasgar o céu
e colher estrelas.
As estrelas são astros,
talvez mortos na
velocidade da luz,
que iluminam a velocidade
terrena.
E, a todo custo,
E, a todo custo,
elas querem aprimorar a
primavera.
Ao pó da vida, dar
crepúsculo à atmosfera.
Temos de respirar o ar
irrespirável,
viver a vida invivível?
O ar de concreto que não chega a atingir as estranhas
O ar de concreto que não chega a atingir as estranhas
e, na alma,
nada seduz?
O ar do mar de gente
O ar do mar de gente
que leva à solidão em
meio à multidão?
Sem, na verdade,
Sem, na verdade,
oxigênio, amparo ou
perdão?
Esse ar que leva à morte matada,
Esse ar que leva à morte matada,
morosa e dolorosa?
O mesmo ar que,
O mesmo ar que,
nesta vida,
não comemora,
mas implora um pouco de
imensidão...

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