Vejo pedintes maltratados por seguranças de shopping,
chorando lágrimas de sangue,
ao som de passos desatentos e alienados.
Os mendigos a reaciorevolução não ouve.
Os jovens sofrem de surdez ou cegueira
e os velhos vivem na cidade-estado de Nostalgia.
Alguns velhos vivem em corpos de jovens
e alguns jovens em corpos de velhos.
Mundo, mundo, vasto mundo,
se o mendigo pudesse comprar presunto,
a vida seria uma rima e não uma inver(n)s(ç)ão.
O cinema me mostra o realismo,
mas não o real.
Na realidade, na vida não há nada igual.
"E o que é o real?",
indagam minhas retinas deveras fatigadas.
Minha consciência responde que
a vida se trata de nada mais do que
um caminho gaucheano de pedras no caminho
esculpidas por um anjo torto,
desses que vivem na sombra.
Eu sei, eu não devia te dizer,
mas a beleza não está naquilo que se vê simplesmente,
mas no que se vê com a mente.
No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
terça-feira, 10 de junho de 2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O duplo sete anos de azar
Quem luta com monstros deve ter cuidado para não se tornar um monstro. E se olhas demoradamente um abismo, o abismo olha para dentro de ti. ...
-
Acordo carrancudo. Vivo meu dia sisudo. Adormeço casmurro. Sorrio pouco. Não é uma de minhas características. É minha personalidade. Por fav...
-
No processo de conhecimento de si próprio, descobre-se que a vida é tudo e o ser humano é nada. O materialismo... Ah, o materialismo... Graç...

Nenhum comentário:
Postar um comentário