quinta-feira, 25 de abril de 2013

Poema da vida (ou O velho)


Hoje eu acordei cedo
                           [cego
porém não surdo

Abracei-te em meio à escuridão

Regredi a uma época
onde não imaginava presente
passado ou futuro

Encontrava-me invisível
tal como o sou hoje
porém existia de fato

Nessas reminiscências
descobri que sempre fui um marginal marginalizado

Ninguém enxergava-me
porém nunca esforcei-me para tanto

O ser humano não vê por si mesmo
pois é um cego destituído de grande visão

Os oráculos nos abandonaram
deixando o mundo entregue à mediocridade

Retorno do transe chorando em teus braços

Tu me consolas
e diz palavras de amor
porém só as vejo em teus lábios
pois agora não encontro-me mais cego
e sim surdo.

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