Em meio à noite, ouço vozes,
escuto lágrimas
[sinto-as.
Percebo Narciso em pranto.
Seria eu
[ou um sonho?
Frente a ele,
pergunto por que chora.
Resposta não me é dada,
imagens se repetem
[frente a meus olhos.
Oh, meu caro Narciso,
tornes-te Mefistófeles.
Serei eu teu Fausto,
a vender-te minha alma
por alguns meros vinténs,
e pela bela Margarida,
que cutuca minha existência
[e faz-me amar.
Leva minha alma a em prantos entrar.
Caro Narciso,
nunca escreverei o verso ideal
[ou perfeito.
Vivo a contar as três moedas de ouro da humanidade
e a mendigar emoções e amores.
Por isso, abdico da existência vã,
pois meus sentimentos são em vão.
Adeus Narciso,
retornarei ao sono profundo.
No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
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