Gostaria
de poder lembrar-me de teu beijo.
Teu
afeto parece tão distante de mim.
Rememorar
o resíduo do teu cheiro
é
algo que não me é tão bom assim.
Teu
espírito é apenas um furor.
É
algo fugaz como o suor.
Teu
rosto esvaiu-se de minha memória desmemoriada
e sigo por aí com a tua imagem a mim interiorizada.
Não
sei se tu estás viva ou enterrada,
porém
prefiro guardar-te assim imaculada.
Se
tu imaginaste que estes versos são teus,
voltarias
para os lábios meus?
Declaro
a ti que nem alegre nem triste sou:
poeta
sou e eterno amante teu.
Quanto
ao resto nada sei.
Permaneço
na dúvida se vou ou fico,
conservo-me
ou me desmancho.
A
única certeza é a de que um dia estarei mudo e definitivamente sem ti.
Seria
este dia hoje ou o breve instante?
Esta
é minha dúvida mais inquietante.
Adeus
minha bela infante.
Saiba
que amei-te
e
continuarei a amar-te de forma constante.
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