Um sorriso de inocentes dentes brancos,
alvos
como o mais puro dos leites.
Um olhar
hipnotizante a esconder olhos belos,
de íris
coloridas de arco-íris.
Pele
morena como a terra virgem.
Tu és
livre e nunca serás minha.
Eu, como
eterno solitário, continuarei a vagar no deserto de minha alma.
E tu
vagueias pela noite escura,
com uma
anágua negra a seguir-te.
Observo
tu te ires e, como covarde que sou, nada faço.
Permaneço
em minha eterna calma,
recriminando-me
por tão pusilânime atitude.
Quereria
ter coragem de ao menos os pulsos cortar
e ver o
sangue escorrer por minha áspera palma.
Todavia
não o faço e continuo a seguir-te apenas com o olhar,
um olhar
melancólico, de quem não compreende sua própria persona definitivamente.
E
continuo quieto a observar, vendo sua sombra fugir de mim eternamente.
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