quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aqui se jaz aquela janta

Oh venais verdes louros do capital!
Por que atrai-me oh manto vermelho?
Vou a ti seguindo pelo lado esquerdo
e fujo do verde matagal.

A janta está servida à mesa.
Matei o infeliz animal que explorava-me.
Se alimenta dele o pobre alheio.
Prefiro afujentar-me.

Recluso, busco o caminho sem fim em uma jornada vã.
Vou-me embora e não volto agora.
Ontem persegui o amanhã
e hoje não apresento-me em nenhuma sã hora.

Adeus, breve mundo anteriormente azul, agora verde.
Olá, cara morte sem sorte.

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