domingo, 11 de setembro de 2011

Paranóia do real onírico

Na escura e silenciosa noite,
escrevo esses versos de solidão.
Busco a morte na negritude da masmorra,
sem saber que me espera um açoite.
A vida é um malogro,
e eu sou apenas um rosto sobre um invisível corpo.
Não vago, não permaneço, não vou, não fico.
Ando em direção ao medo e, orgulhoso de mim mesmo, o fito.
"Lhe dou permissão para levar-me.", é o que digo.
Escuto um silencioso não e acordo destituído de razão.
"Onde estou?", pergunto a mim mesmo.
Escuto vozes, balbuciares de solidão.
A morte se aproxima, como uma anunciação.

2 comentários:

Bárbara Souza disse...

À Morte

Morte, minha Senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido e doce como um doce laço
E, como uma raiz, sereno e forte.

Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, no teu regaço
Não há triste destino nem má sorte.

Dona Morte dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me as asas que voaram tanto!

Vim da Moirama, sou filha de rei,
Má fada me encantou e aqui fiquei
À tua espera…quebra-me o encanto!

Florbela Espanca - Reliquiae

gostei do poema... ^^

Anônimo disse...

Curti... Bábara

O duplo sete anos de azar

Quem luta com monstros deve ter cuidado para não se tornar um monstro. E se olhas demoradamente um abismo, o abismo olha para dentro de ti. ...