domingo, 15 de maio de 2011

Em sono profundo

As coisas que escrevo não fazem mais sentido.
Aquilo que digo destitui-se de espírito.

Meus lábios se movem, entretanto ninguém ouve aquilo que digo.
Meus olhos se abrem e piscam bastante, porém não enxergo, sou tomado por uma cegueira definitiva.

Meus ouvidos captam apenas o som de palavras malditas e seu canto de sereia não me hipnotiza, nem me paralisa.

Meus membros inferiores e superiores não se movem mais, não respondem a meus comandos.

Minha arma contra a ignorância não possui mais munição.


Fico aqui deitado, na cama da desilusão, da desesperança, à espera de alguma coisa, qualquer coisa.

Palavras de ânimo não mais me despertam.

Adormeço em sono profundo e encontro uma alma divina, que não me indica caminhos para seguir.

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