sábado, 12 de março de 2011

Poema anarquismo

"O Povo é o mito da burguesia"
(Glauber Rocha no texto Eztetyka do sonho 71)

Me encontro pela manhã desperto.
À noite acordo disperso.
Vivo o passado, transito pelo presente e quanto ao futuro sou discreto.
Sou um dialético e que se dane se a sociedade é ditatorial.
Sou apenas um pobre, reles e ridículo poeta.
O mundo não me pertence, nem a ti, nem a ninguém.
A existência não é um objeto de consumo descartável.
Não sou o anti-herói da causa poética.
Apenas sou um ser marginalizado, enclausurado em minha alma de poeta.
Aqui permanecerei até que o pretérito deixe de ser presente.
Me desperte no sol poente.

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