Os olhos dela eram profundos,
eram um rio de encontro ao oceano.
Seu olhar era de melancolia e encanto.
Eram pares de olhos eternos,
convidativos ao flerte,
sendo impossível não fitá-los.
Neles se via o céu,
a lua e as estrelas,
em suma,
um mundo à parte
onde era fácil perder-se
por todo o sempre.
Quando ele olhava-os,
sentia a vida parar,
tudo passava a ser inerte.
Só lhe importava os olhos dela.
E no colossal mar de olhos,
(ou olhos de mar),
havia a cumplicidade.
Após longa viagem,
o sentimento compartilhado por ambos,
antes de despedirem-se,
era de saudade,
de terem de aguardar certo tempo
para que ele observasse,
novamente,
a janela da alma dela.
No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
domingo, 13 de março de 2016
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