No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Noite chuvosa
Chove chuva,
chuva chove.
O vendaval move
as cores lá fora.
Os seres da noite festejam
a água que cai do céu
e que transforma
a noite em um de noiva véu.
O raio potente
fecunda a noite
que dá a luz.
O vento como criança se forma.
A brisa menina com ele brinca.
O mundo se renova
após tal coisa divina.
Que pena,
a humanidade está surda.
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