Os maiores defeitos do ser humano
são não ver a beleza nos defeitos
e não ver defeitos na beleza.
O belo pode ser feio, deformado e defeituoso (até mesmo kitsch),
assim como o feio, o deformado e o defeituoso (e o kitsch) podem ser belos.
São os defeitos que fazem transparecer o caráter humano,
que não é perfeito.
O belo não é a perfeição
e o feio não é a imperfeição.
Conceitos não são paradigmas
e paradigmas não são conceitos.
O questionamento é o maior dom dado ao ser humano,
que apenas o desperdiça.
Se pensar é condição de existência,
como afirmou Descartes,
logo o questionamento também o é.
Existir ou desistir?
Eis a questão, meu caro Shakespeare...
No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
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