Oh, o rapaz. Aquele rapaz era incapaz de se martirizar. Não era um coitado como eu, ou como você, mas era apenas um rapaz com um desejo fugaz de não voltar mais para casa. Fugia de quê? Não seja hipócrita ao fazer tal tola pergunta, pois você bem sabe que todos fugimos de algo. A pergunta correta é: para onde iremos? Partiremos pelo deserto em busca de nada, tal como o cavaleiro solitário dos filmes daquele italiano. Ah, o deserto. Bando de cowboys sem montaria e sem destino é o quê somos.
No exorcismo de mim mesmo, sou o Cubas da triste figura em busca do emplasto Graal que cure minhas feridas e dores... "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico, como saudosa lembrança", esses poemas e textos poeirentos e deveras melancólicos...
domingo, 2 de janeiro de 2011
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O duplo sete anos de azar
Quem luta com monstros deve ter cuidado para não se tornar um monstro. E se olhas demoradamente um abismo, o abismo olha para dentro de ti. ...
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O que VOCÊ está olhando? Pare de espiar MINHAS idiossincrasias. ELAS são MINHAS e não SUAS. Sei que VOCÊ quer ME acorrentar, ME amordaçar e ...
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Se eu lhe chamar, você vem. Você não demonstra me querer bem. E eu, ando em busca de quem? Por isso ando sozinho, pois sou um ninguém.
Um comentário:
excellent
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