domingo, 3 de outubro de 2010

O homem

O homem andava. O homem parava. O homem olhava. Para trás, para os lados, para todos os lugares. Quem o perseguia? A vida ou a morte? A mentira ou a má sorte?

Ele não era apenas um homem. Ele era o homem. Ele estava acima de tudo e de todos. Ele não tinha qualidades, mas tinha apreço pelas artes. Ele odiava os homens e suas irracionais racionalidades acima de tudo. Talvez daí tenha vindo seu lado obscuro de ser anti-social.

O homem era um justiceiro no alto de seu cavalo branco ou era um maloqueiro no baixo de um macaco estranho?

Parecia mais ser um ser indefinido, um ser mal escrito, assim como eu e você, nesse mundo empobrecido, racionalístico, do ser mítico que, segundo um livro místico, nos fez à sua imagem e semelhança.

2 comentários:

Tathiane disse...

Não acredito que "o homem" seja anti-social... Mas sim misteriso!

Jeff Assunção disse...

Preste atenção nas entrelinhas. hehe

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Quem luta com monstros deve ter cuidado para não se tornar um monstro. E se olhas demoradamente um abismo, o abismo olha para dentro de ti. ...