terça-feira, 5 de agosto de 2008

A vã filosofia da busca de respostas

Estamos entrando no mês de agosto. Alguns o consideram o mês do cachorro louco. Além disso é o mês do meu aniversário. Acho que por isso eu sou louco. Não se assuste, por favor, sou um "bom" louco, se é que existem bons e maus loucos. Pergunte aos maniqueístas. Desculpe-me, eu fugi do assunto. Voltando ao que dizia, faço anos agora em agosto. Nem pense em perguntar quantos anos, se não arrisca-se a tomar uma bela bolacha. O existencialismo, talvez um espírito bergniano a assombrar-me, não me deixa passar por esse período sem questionar qual o sentido do aniversário. Explicando melhor, qual seria o sentido de envelhecer? Quando eu digo envelhecer refiro-me simplesmente a carne e não ao espírito, pois este último apenas envelhece se nos tornarmos velhos rabugentos. Às vezes questiono tanto que pareço uma criança que ainda não sabe nada sobre a vida, mas passa a perguntar insistentemente por que disso, por que daquilo. Essa comparação com a criança é perfeita, pois fico igual a uma quando apenas ouço a já famosa resposta para todos os porquês: porque sim. Ouvir tal resposta é triste, sinto-me como se meu coração fosse explodir de avidez para obter a resposta. Fazer o que? Acho que nunca obterei tais respostas. Talvez essa angústia me mate antes que eu possa sequer obter pelo menos a resposta de uma de minhas perguntas. Entre os alienados e os questionadores, fico com William Shakespeare: "Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha sua vã filosofia".

2 comentários:

Ana Rosa Domingues disse...

Boa, muuuito boas as referências!

Não conheçia seu blog, gostei muito da qualidade do texto e da capacidade de conversar com o interlocutor. Parabéns, primo!

Jeff Assunção disse...

O foda eh q to precisando divulgar mais, nem vc conhecia.

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